março 24, 2020

Hey, I'm not just a funny girl.


*nota (bem pessoal) do dia 3 de Novembro de 2019

Olar. Prazer, eu sou a menina que nunca pensou que iria algum dia, em alguma galáxia, em algum lugar no espaço-tempo, falar sobre relacionamentos. Para você falar (ou escrever) sobre toda coisa do negócio da vida sentimental, em regra, você precisa ter uma decepção amorosa. E eu nunca irei passar por isso, não mesmo, me recuso, não aceito, tá amarrado - era o que eu pensava há talvez uns nove meses atrás.

Eu estou escrevendo sobre isso agora porque acho que finalmente o blog voltou a ser um lugar seguro para abrir meu coraçãozin, já que de novo apenas pessoas que eu nunca vou conhecer, e portanto, pessoas para quem eu nunca vou precisar me explicar, que leem ele, com todos os meus pensamentos super pessoais e profundos, rs.

Bom, sem mais delongas, eu me senti inspirada para escrever sobre vida sentimental porque acabei de passar por um processo árduo de amadurecer o que eu penso sobre o tema, e mais ainda de descobrir qual a perspectiva de Deus sobre ele... Tá, e porque eu passei por uma decepção amorosa, cough cough. Eu não precisava passar por certas coisas para finalmente saber o que Deus pensa sobre isso, mas começa aí: tudo bem se aconteceu, tudo bem se deu errado, tudo bem.


Eu nunca fui uma pessoa que lida muito bem com as próprias falhas. Eu sempre fui muito exigente comigo mesma e consequentemente com as pessoas ao meu redor. Especialmente quando a característica em questão é bom caráter, honestidade, humildade e maturidade. Com caráter e honestidade, não tivemos problemas. Mas o pior de mim foi exposto drasticamente. Eu nunca fui tão orgulhosa e imatura como nesses últimos meses - pelo menos não depois dos meus seis anos de idade. E aí eu surtei, surtei por ter surtado. Foi uma bagunça.

Sempre fui aplaudida pelo meu equilíbrio emocional e eu estava sentindo falta disso. Quero dizer, de começo quando tudo aconteceu eu estava na última semana do último período da faculdade, eu tinha trabalhos para entregar, a minha formatura estava próxima e eu tinha muitas coisas para ocupar minha mente, o que me permitiu lidar com o término de forma muito mais racional do que emocional. Eu fiquei mal de verdade acho que apenas por uns dois dias, e então decidi por mim mesma que já era o suficiente. Só que o problema de você não processar esse tipo de situação com calma, expondo suas emoções para as pessoas que você confia, é que um dia a conta chega.

Eu carreguei a culpa de ter entrado em um relacionamento precipitadamente, sem de fato me aprofundar nessa questão, por em torno de uns três meses. Para mim, além do fato de ser horrível a coisa toda da saudade de alguém com quem você falava todo dia e que saiu bruscamente da sua vida, e não porque ele foi convocado pelo Exército para ir à guerra, mas por causa de um término, porque ele escolheu se afastar (era só um adendo, mas chegamos até aqui), a questão da culpa, não conseguir perdoar a mim mesma, foi a pior parte da história.


“Mas, Sara, por que isso é tão importante?! Acontece com todo mundo.” Essa última frase me dá arrepios. Eu não sou todo mundo - já dizia minha mãe, rs.

Bom, é muito importante para mim que eu tivesse escolhido certo. Eu não sou mais adolescente, eu sou adulta e não era uma boa hora pra decidir me dar o mimo de errar. Simplesmente é muito importante para mim porque eu me propus a guardar meu coração até ter certeza de ter conhecido o rapaz que Deus tem pra mim. Parece uma ideia um tanto romântica, beirando a utopia no contexto atual em que vivemos, mas é o que eu sempre desejei.

E eu fui plausivelmente bem até então. Às vezes coloco a mão na cintura e penso: “Parabéns querida, a Sara de quinze anos está muito decepcionada com você.” Eu tive chances de errar quando eu “podia”, quando era esperado de mim ser imatura. E eu sempre fui tão decidida, um tanto taxativa, que quando eu decidi dar a chance a alguém de se aproximar, eu não soube “administrar” a situação.

Eu nunca caia na pilha de ninguém, sejam amigas ou colegas de sala. Em festas, nas brincadeiras, com as mensagens… Não era tempo, eu estava firme no meu propósito de esperar. Tudo ia tão bem, ansiedade não fazia parte do meu vocabulário, nem sabia o que era isso, rs. Foi então que no meu último aniversário eu levei em consideração as afirmações de algumas amigas sobre um rapaz que eu simplesmente não conhecia (não de verdade) e disse pra elas que tentaria, ou seja, eu caí na pilha - rindo de nervoso. Talvez porque realmente me parecia um bom momento, afinal estava tudo tão bem... Eu precisava me dar a chance de tentar pelo menos, o que poderia dar errado?! (...) Eu falei que eu não conhecia ele? Então…

De maneira alguma eu quero denegrir a imagem do rapaz com quem me relacionei para desconhecidos. Mas eu neguei o meu pressentimento enquanto conversávamos durante dois meses, e apesar de ter dito para as mesmas amigas que não tinha chance de eu continuar conversando com ele, eu decidi conhecê-lo pessoalmente e precipitadamente depois de dois encontros apenas, começamos a “namorar”. Foi rápido para começar, foi rápido para terminar.



Nós dois não tínhamos o compromisso de fazer dar certo, sabe, DE VERDADE. Ele queria me impressionar (coisa de homem) e não era muito sincero, e eu só queria entender como ele funcionava (rs.) e acabava sendo bem egoísta.

Claro que foram apenas algumas semanas, quase dois meses - não sei se isso melhora ou piora tudo, rs. Também não aconteceu nada que pudesse arruinar completamente com os meus planos de esperar pelo cara da minha vida… Mas eu errei, eu errei em não ouvir meu coração, eu errei em não ter proposto que orássemos juntos no primeiro dia para saber se o nosso relacionamento era de fato vontade de Deus. Eu errei quando não evitei machucar a mim mesma... E a ele também.

Eu andei processando todos esses sentimentos e acontecimentos nas últimas semanas e acho que finalmente eu estou sendo bem sucedida em superar o término. Ainda dói, mas um mês atrás eu nunca afirmaria que ele não era o rapaz que Deus tinha para mim. E agora não parece tão absurdo assim… Não acredito que o Senhor crie alguém pensando com quem essa pessoa vai casar, mas eu creio que ninguém no mundo me conhece tão bem quanto o meu Pai Celestial. E sendo assim, Ele sabe exatamente com quem eu vou ter sintonia, quem vai me amar mais parecido com o jeito que Ele me ama.

Bom, não é sempre que acertamos, mas sempre temos a chance de aprender, retornar ao propósito inicial e retomar a jornada que nos foi proposta. Afinal, “esperar é caminhar”. E é por isso que Davi era o homem segundo o coração de Deus - não importava quantas vezes ele errava, ou até mesmo a gravidade dos pecados que cometia, Davi sabia para Onde ele deveria voltar, a Quem ele deveria recorrer.

Não é o fim do mundo. Não é uma vida ruim, é só um momento ruim.


“Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.” ‭‭Mateus‬ ‭6:34‬

Enfim, eu não tenho desculpas para todas as coisas que aconteceram, eu não sei como me defender. Na verdade, eu não vou fazer isso. Na verdade, eu me confesso culpada. Culpada e responsável pelos meus próprios erros. Eu me recuso a me fazer de vítima, eu me recuso a carregar essa ofensa. Parece ruim, mas eu aprendi que quem é bom em desculpas não é bom arrependimento. E a minha prioridade não é ser a certa de toda essa situação, a minha prioridade é me tornar a mulher segundo o coração do meu Pai… E algum dia... Uma boa esposa, rs.

S. x

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